13:00 – chega o gorducho para almoçar e diz-me que tem uma ideia brilhante para me contar;
13:15 – pedimos os pratos (para mim bitoque, para ele um “javali à gaulês”, que estava com pouca fome);
13:15 – Começámos a comer – eu com talheres, ele com as mãos;
13:25 – Após várias insistências, conta-me a suposta ideia genial – “Vamos construir um boneco de neve com o gelo acumulado que tenho nas laterais do meu frigorífico” resposta: isso não faz sentido.
13:35 – Afinal não era esta a ideia genial. a ideia genial #2 – “Vamos fazer uma casa de chocolate em Queluz” resposta: começa a fazer sentido, mas dá muito trabalho.
13:45 – Pedimos os cafés – o meu normal, o dele pingado com sangue de virgem e em chávena escladada.
13:55 – Afinal não era esta a ideia genial. a ideia genial #3 – “Escrever um livro só com a mão esquerda” resposta: porque não escrevemos um livro só de prefácios? Aí, o gajo, não sei como, masturbou-me por debaixo da mesa, só com os pés, gritando num misto de regozijo e pranto: és um génio, odeio-te és um génio.
14:05 – paguei o almoço ao chaval.









