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A bola do farmanço

João Ribeiro

A problemática da repressão, o vicio adrenalítico da expressão e o anho da meditação. tudo na mesma bola inesgotavel da qual farmamos reputação, experiência, e conhecimento, celebrando as vitórias com objectos colecionáveis como: sofás, carros, televisões e capas de revistas retocadas a photoshop. agora está espalhada e fragmentada, unida dentro de ti e mais alguém, sem fazer qualquer sentido intelectual, ardendo entre a mente e o coração, provocando o colapso do estômago pra baixo. imaginar o que está para além da tua imaginação em perpétuo movimento espiral ascendente ou descendente dependendo do narrador… não és…não sou… não és logo existes. e o sublime? é para quando? que foi? já não vamos a tempo? tentar é errado? seguir o ardor do plexus solar e seguir como uma seta… intensa e cheia de pausa. mais susceptível de golpe crítico que uma bala ou um pau. Quando descobrires o riso, far-te-á sentido… agora não. o sentimentalista épico transformou-se em pó no vento, qual estátua de Ozymandias quebrada no deserto “borra-te de medo com o meu poder”, pode não parecer mas ali havia uma civilação talvez a maior da sua era, mas depois a veio a areia. e cá me despeço por agora, esperando um livro de segundos capítulos que marcam aquele ponto especial entre o protocolo de apresentação e a especulação do desfecho.

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